Archive for the Sei lá Category

Ser Poeta

Posted in Sei lá on Abril 1, 2008 by clausulas

“E é amar-te, assim perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!”

Florbela Espanca, Ser Poeta

O teu encanto

Posted in Sei lá on Março 21, 2008 by clausulas
"Sonhei um dia que por magia o nosso amor
Tinha o tamanho do mundo inteiro, talvez maior

É bom sonhar mas acordar contigo ao teu lado e te beijar
Contar-te o sonho ver-te sorrir e adormecer
Como quem quer o mesmo sonho voltar a ter
Como quem quer deixar o sonho acontecer

Cada momento da nossa vida é a razão
Que faz passar além da vida esta paixão"   Katia Guerreiro - O teu encanto

meet me in

Posted in Sei lá on Março 15, 2008 by clausulas

outer space.
WE could spend the night;
watch the earth come up.
I’ve grown tired of that place;
won’t you come with me?
WE could start again.

Meet me in outer space.
I will hold you close,
if you’re afraid of heights.
I need you to see this place,
it might be the only way that
I can show you how it feels to be inside of you.

This is better than I ever knew.

Incubus – Stellar

Are you?

Posted in Sei lá with tags on Fevereiro 21, 2008 by clausulas

All the stars may shine bright
All the clouds may be white
But when you smile
Oh how i feel so good
That I can hardly wait
To hold you
Enfold you
Never enough
Render your heart to me
All mine, you have to be

All mine, you have to be
So don’t resist
We shall exist
Until the day
Until the day, I die
All mine
You have to be

Portishead- All mine

Apontamento

Posted in Sei lá on Janeiro 31, 2008 by clausulas

“Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…”

Àlvaro de Campos

Porque eu te amo infinitivamente até ao infito, e três vezes mais.

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To be

Posted in Sei lá with tags on Janeiro 30, 2008 by clausulas

O verbo to be: ser/estar.

Para sermos somos obrigados a estar? Não. O facto de nós sermos e existirmos não justifica estarmos de algum modo em algum lugar, podemos simplesmente ignorar as leis da física e viajarmos (literalmente) para o nosso inner world.

Seja como for, é o melhor que temos a fazer, é da maneira que não temos razão de queixa.

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã
Levarei a manhã a pensar
Em depois de amanhã
E assim será possível,
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…

A persistência confusa
Da minha subjectividade objectiva,
Sono da minha vida real,
Intercalado, o cansaço antecipado e infinito…

Tenho já o plano traçado, mas não,
Hoje não traço planos
Amanhã é o dia dos planos,
Amanhã sentar-me-ei p’ra conquistar o mundo,
Depois de amanhã

Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã
Sim, depois de amanhã

Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã
Sim, depois de amanhã

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã
Levarei a manhã a pensar
Em depois de amanhã
E assim será possível,
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Não posso…

Adaptação de Álvaro de Campos – Adiamento 

Fake-ness

Posted in Sei lá with tags on Janeiro 29, 2008 by clausulas

Acho fantástica a forma como cada um de nós tem a capacidade de fingir.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Autopsicografia, Fernando Pessoa

E tu, até que ponto finges?