Archive for the Divagações Category

Lisbon Revisited, 1926

Posted in Divagações on Março 20, 2008 by clausulas

   Nada me prende a nada.
Quero cinqüenta coisas ao mesmo tempo.
Anseio com uma angústia de fome de carne
O que não sei que seja -
Definidamente pelo indefinido…
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar. 

Àlvaro de Campos 

Valeu a pena?

Posted in Divagações on Março 18, 2008 by clausulas

” Tudo vale a pena se a alma não é pequena. “

A Mensagem, Mar Português, Fernando Pessoa

Libertação

Posted in Divagações on Março 14, 2008 by clausulas

liberdade.jpg

Quero ter três mil conversas ao mesmo tempo.

Quero conhecer vinte e nove países e viajar por entre oitenta culturas.

Quero descobrir luas, planetas, galáxias e universos.

Quero estar presa á liberdade, e obedecer a nenhuma regra.

Quero ser vitíma de mil sabores a percorrerem-me a boca insensívelmente.

No fundo, o que eu quero mesmo é sair daqui contigo, e viajar até onde o destino nos leve.

Por alguma razão, já nada me prende aqui, as pessoas vão e vêm, como o sol ou a chuva. E todos nós devemos seguir a vida em frente cada vez mais ansiosos por o futuro, determinados a atingir os nossos objectivos e sonhos. E é isso que eu vou fazer, vou lutar para sair daqui e conhecer novos horizontes.

Voa, como fez Vasco da Gama, ou Pedro Álvares Cabral. Sonha, como fez Luís Vaz de Camões ou Fernando Pessoa. VIVE, tal como todos os heróis Portugueses, que quiseram sempre mais. E depois morre, com orgulho em tudo o que fizeste, e no que te tornaste.

O cheiro

Posted in Divagações on Março 8, 2008 by clausulas

fétido e podre da decadência da humanidade paira no ar.

Fuck

Posted in Divagações on Fevereiro 26, 2008 by clausulas

I’m worse at what I do best and for this gift I feel blessed

.

Posted in Divagações on Fevereiro 21, 2008 by clausulas

Desiludiste-me.

Divagações

Posted in Divagações with tags , , , on Fevereiro 12, 2008 by clausulas

Há realmente pessoas que não dão valor ás coisas reais da vida, o que é real.

Porque verdadeiramente, o verdadeiro torna-se verdade.

“Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.
E antes de ditas pensadas. 
Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.
Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.  
A única afirmação é ser.
E ser o oposto é o que não queria de mim.”

Alberto Caeiro, Estas Verdades