To be

O verbo to be: ser/estar.

Para sermos somos obrigados a estar? Não. O facto de nós sermos e existirmos não justifica estarmos de algum modo em algum lugar, podemos simplesmente ignorar as leis da física e viajarmos (literalmente) para o nosso inner world.

Seja como for, é o melhor que temos a fazer, é da maneira que não temos razão de queixa.

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã
Levarei a manhã a pensar
Em depois de amanhã
E assim será possível,
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…

A persistência confusa
Da minha subjectividade objectiva,
Sono da minha vida real,
Intercalado, o cansaço antecipado e infinito…

Tenho já o plano traçado, mas não,
Hoje não traço planos
Amanhã é o dia dos planos,
Amanhã sentar-me-ei p’ra conquistar o mundo,
Depois de amanhã

Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã
Sim, depois de amanhã

Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã
Sim, depois de amanhã

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã
Levarei a manhã a pensar
Em depois de amanhã
E assim será possível,
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Mas hoje não, hoje nada, hoje não posso…
Não posso…

Adaptação de Álvaro de Campos – Adiamento 

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